DISFUNÇÃO ERÉCTIL

 

— O QUE É A DISFUNÇÃO ERÉCTIL? —

 
A característica essencial da Disfunção Eréctil no homem consiste na ausência de erecção, ou na sua perda, antes da conclusão de relações sexuais satisfatórias.
 
Significa o mesmo que “impotência sexual”, embora este termo seja menos utilizado pela comunidade científica.

As várias formas de Disfunção Eréctil no Homem têm diferentes evoluções e a idade de início varia substancialmente.

Existem diferentes padrões de Disfunção Eréctil:

  1. Ausência completa de qualquer resposta de erecção desde a primeira experiência sexual;
  2. Presença de uma erecção parcial não suficiente para a penetração vaginal;
  3. Capacidade de experimentar uma erecção apenas durante a automasturbação ou ao acordar.
  4. Existência de erecção completa que habitualmente é perdida quando tentam a penetração;
  5. Erecção suficientemente firme para a penetração, mas que acaba por perder a tumescência (rigidez) antes ou durante os movimentos sexuais.
Este problema constitui, muitas das vezes, um severo golpe no autoconceito masculino, estando habitualmente associado a sentimentos de vergonha, frustração, depressão e mesmo ideação suicida.
Segundo diversos estudos realizados em Portugal, este problema poderá afectar cerca de 4,3% dos homens (Nobre, 2003) quando se considera a presença deste problema a maior parte das vezes ou quase sempre, e 23.8% (Vendeira, 2005) se forem tido em conta casos de sintomatologia ligeira e grave.
 
A prevalência aumenta com a idade:
  1. Homens com mais de 40 anos – 17.6% referem algum grau de disfunção;
  2. Homens com mais de 50 anos – 23.4% referem algum grua de disfunção.

No entanto, isto nao significa que a Disfunção Eréctil é uma consequência inevital do processo de envelhecimento. Muitos homens com mais de 70 anos mantêm actividade sexual regular e satisfatória, embora tal aconteça sobretudo nos homens saudáveis e que tiveram uma actividade sexual mais rica na juventude e na meia-idade.

— CAUSAS DA DISFUNÇÃO ERÉCTIL? —

A maioria dos casos de Disfunção Eréctil surge após um período de funcionamento sexual “normal”, podendo estar associados a diversos precipitantes de cariz psicossocial ou médico/biológico.
A Disfunção Eréctil no homem está, frequentemente, associada a factores psicossociais:
  1. Estilo atribucional auto-crítico;
  2. Preocupações acerca do desempenho sexual (medo de falhar);
  3. Humor negativo;
  4. Foco de atenção em estímulos não eróticos;
  5. Ansiedade sexual;
  6. Redução da sensação de excitação sexual e prazer;
  7. Dificuldades de relacionamento;
  8. Má comunicação com o parceiro.

Cerca de 10 a 20% dos casos de Disfunção Eréctil devem-se a factores psicogénicos “puros”.

Podemos, também, encontrar como principais factores de risco biológicos:

A) Alterações no sistema endocrinológico:

  1. Hipogonadismo hopogonadotrófico;
  2. Hipogonadismo hipergonadotrófico;
  3. Hiperprolactinemia;
  4. Diabetes mellitus;
  5. Hiper ou hipotiroidismo;
  6. Em geral, níveis baixos de Testosterona.

B) Alterações no sistema cardiovascular:

  1. Sendo a erecção um fenómeno essencialmente vascular, é fácil compreender os efeitos negativos que um problema ao nível do sistema arterial ou venoso poderá ter. Esta é a causa mais frequente de Disfunção Eréctil, que é responsável por cerca de 60%-70% dos casos de causa orgânica.

C) Alterações no sistema neurológico:

  1. Epilepsia;
  2. Acidentes vasculares;
  3. Tumores;
  4. Traumatismos;
  5. Esclerose múltipla;
  6. Lesões na espinal medula

D) Consumo de Substâncias:

  1. Consumo do álcool – sobretudo em doses excessivamente elevadas, ou como efeito de alcoolismo crónico
  2. Consumo de drogas – cocaína, heroína e ecstasy

E) Efeitos de medicação

  1. Antidepressiva
  2. Anti-hipertensiva
A Disfunção Eréctil pode perturbar a relação conjugal ou sexual existente e ser causa de casamentos não consumados e de infertilidade.

Este problema pode estar associado à Ejaculação Prematura e ao Desejo Sexual Hipoactivo.

Os homens com Perturbações de Humor (e.g. Depressão) e Perturbações Relacionadas com Substâncias referem frequentemente problemas na excitação sexual.

 — CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO —

Segundo o DSM-IV (TR) os critérios de Diagnóstico para a Disfunção Eréctil no homem, são:
A. Incapacidade persistente ou recorrente para atingir ou manter uma adequada erecção até completar a actividade sexual.
B. A perturbação causa acentuado mal-estar ou dificuldade interpessoal.
C. A Disfunção Eréctil não se explica melhor por outra perturbação, excepto se for outra Disfunção Sexual, e não é devida exclusivamente aos efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo, uma droga de abuso, uma medicação) ou um estado físico geral.
Para determinar o tipo e graude Disfunção Eréctil é muito importante conhecer a história individual.
Depois, interessa caracterizar os antecessores de doença:
  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Insuficiência hepática;
  • Insuficiência renal;
  • Doenças urológicas;
  • Doenças oncológicas;
  • Doenças neurológicas;
  • Doenças psiquicas.

Depois importa inquirir os hábitos:

  • Tabágicos;
  • Alcoólicos;
  • Tóxicos
  • Medicação.

Conhecer:

  • História sexual;
  • História amorosa;
  • História sentimental

— TRATAMENTOS —

A Disfunção Eréctil pode ser tratada independentemente do grupo etário e, até, da etiologia.

Uma regra básica da terapêutica da Disfunção Eréctil impõe que se tentem sempre medidas menos infasivas. Assim, podemos classificar a terapêutica da Disfunção Eréctil em 3 níveis:

1) Terapêuticas de primeira linha – são constituidas pelas atitudes preventivas; pela psicoterapia; pela terapêutica hormonal de substituição; pelas terapêuticas orais e pelo dispositivo de erecção por vácuo.

2) Terapêuticas de segunda linha – reservadas para situações mais graves ou que não melhoraram com as terapêuticas de primeira linha, estão vocacionadas para serem administradas por andrologistas. São constituidas por terapêuticas intracavernosas e pelas terapêuticas intra-uretrais.

3) Terapêutica de terceira linha – para as situações ainda mais graves, recorre-se às técnicas cirurgicas.


2 Respostas to “DISFUNÇÃO ERÉCTIL”

  1. ola. gostaria de ser contactado se possivel, pois sem duvida que é vergonhoso mas eu tenho um problema e nao sei como o resolver. obrigado

  2. Olá,

    Entrei em seu site e achei bem interessante. Tenho 36 anos e a 2 anos comecei a ter dificulddes de ereção, pratico esportes regularmente, não tenho problemnas de saúde e me relaciono muito bem com minha esposa que me excita bastante e com quem já estou a 10 anos , porém só consigo ter relações sexuais utilizando mendicamentos o que me tornou psicológicamente dependente. A um tempo atrás consultei um urologista e após varios exames ele não constatou problema algum e me receitou Cialis para quando eu me sentisse inseguro. Gostaria de saber se existe algum tipo especifico de tratamento psicológico para eu não necessitar mais do medicamento.

    Desde já agradeço,

    Roger

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