DISFUNÇÃO ERÉCTIL
— O QUE É A DISFUNÇÃO ERÉCTIL? —
As várias formas de Disfunção Eréctil no Homem têm diferentes evoluções e a idade de início varia substancialmente.
Existem diferentes padrões de Disfunção Eréctil:
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Ausência completa de qualquer resposta de erecção desde a primeira experiência sexual;
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Presença de uma erecção parcial não suficiente para a penetração vaginal;
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Capacidade de experimentar uma erecção apenas durante a automasturbação ou ao acordar.
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Existência de erecção completa que habitualmente é perdida quando tentam a penetração;
- Erecção suficientemente firme para a penetração, mas que acaba por perder a tumescência (rigidez) antes ou durante os movimentos sexuais.
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Homens com mais de 40 anos – 17.6% referem algum grau de disfunção;
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Homens com mais de 50 anos – 23.4% referem algum grua de disfunção.
No entanto, isto nao significa que a Disfunção Eréctil é uma consequência inevital do processo de envelhecimento. Muitos homens com mais de 70 anos mantêm actividade sexual regular e satisfatória, embora tal aconteça sobretudo nos homens saudáveis e que tiveram uma actividade sexual mais rica na juventude e na meia-idade.
— CAUSAS DA DISFUNÇÃO ERÉCTIL? —
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Estilo atribucional auto-crítico;
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Preocupações acerca do desempenho sexual (medo de falhar);
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Humor negativo;
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Foco de atenção em estímulos não eróticos;
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Ansiedade sexual;
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Redução da sensação de excitação sexual e prazer;
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Dificuldades de relacionamento;
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Má comunicação com o parceiro.
Cerca de 10 a 20% dos casos de Disfunção Eréctil devem-se a factores psicogénicos “puros”.
Podemos, também, encontrar como principais factores de risco biológicos:
A) Alterações no sistema endocrinológico:
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Hipogonadismo hopogonadotrófico;
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Hipogonadismo hipergonadotrófico;
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Hiperprolactinemia;
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Diabetes mellitus;
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Hiper ou hipotiroidismo;
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Em geral, níveis baixos de Testosterona.
B) Alterações no sistema cardiovascular:
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Sendo a erecção um fenómeno essencialmente vascular, é fácil compreender os efeitos negativos que um problema ao nível do sistema arterial ou venoso poderá ter. Esta é a causa mais frequente de Disfunção Eréctil, que é responsável por cerca de 60%-70% dos casos de causa orgânica.
C) Alterações no sistema neurológico:
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Epilepsia;
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Acidentes vasculares;
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Tumores;
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Traumatismos;
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Esclerose múltipla;
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Lesões na espinal medula
D) Consumo de Substâncias:
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Consumo do álcool – sobretudo em doses excessivamente elevadas, ou como efeito de alcoolismo crónico
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Consumo de drogas – cocaína, heroína e ecstasy
E) Efeitos de medicação
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Antidepressiva
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Anti-hipertensiva
Este problema pode estar associado à Ejaculação Prematura e ao Desejo Sexual Hipoactivo.
Os homens com Perturbações de Humor (e.g. Depressão) e Perturbações Relacionadas com Substâncias referem frequentemente problemas na excitação sexual.
— CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO —
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Hipertensão arterial;
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Diabetes;
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Doenças cardiovasculares;
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Insuficiência hepática;
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Insuficiência renal;
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Doenças urológicas;
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Doenças oncológicas;
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Doenças neurológicas;
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Doenças psiquicas.
Depois importa inquirir os hábitos:
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Tabágicos;
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Alcoólicos;
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Tóxicos
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Medicação.
Conhecer:
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História sexual;
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História amorosa;
- História sentimental
— TRATAMENTOS —
A Disfunção Eréctil pode ser tratada independentemente do grupo etário e, até, da etiologia.
Uma regra básica da terapêutica da Disfunção Eréctil impõe que se tentem sempre medidas menos infasivas. Assim, podemos classificar a terapêutica da Disfunção Eréctil em 3 níveis:
1) Terapêuticas de primeira linha – são constituidas pelas atitudes preventivas; pela psicoterapia; pela terapêutica hormonal de substituição; pelas terapêuticas orais e pelo dispositivo de erecção por vácuo.
2) Terapêuticas de segunda linha – reservadas para situações mais graves ou que não melhoraram com as terapêuticas de primeira linha, estão vocacionadas para serem administradas por andrologistas. São constituidas por terapêuticas intracavernosas e pelas terapêuticas intra-uretrais.
3) Terapêutica de terceira linha – para as situações ainda mais graves, recorre-se às técnicas cirurgicas.


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